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Por que Deus decretou o mal? - Jonathan Edwards

Por que Deus decretou o mal? - Jonathan Edwards

Por que Deus decretou o mal? - Jonathan Edwards


"Eu formo a luz, e crio as trevas; eu faço a paz, e crio o mal; eu, o Senhor, faço todas estas coisas." (Isaías 45.7)

"É algo apropriado e excelente que a infinita glória de Deus resplandeça; e pela mesma razão, é apropriado que o brilho da glória de Deus seja completo; isto é, que todas as partes de sua glória devam resplandecer, que cada beleza deva ser proporcionalmente brilhante, a fim de que aquele que olha tenha uma noção adequada de Deus. Não é apropriado que uma glória deva ser excessivamente manifesta , e outra não ...
Assim, é necessário que a aterradora majestade de Deus, sua autoridade e terrível grandeza, justiça e santidade devam ser manifestas. Mas não poderia ser assim , a menos que o pecado e a condenação tivessem sido decretados; ou a luz da glória de Deus seria por demais imperfeito, tanto porque essas partes da glória divina não resplandeceriam tanto quanto as outras, e também porque a glória de sua bondade, amor, e santidade seria apática sem elas; não, elas ilustrariam de forma pobre sua luz.
Se não for certo que Deus deveria decretar e permitir e punir o pecado, não poderia haver nenhuma manifestação da santidade de Deus pelo ódio ao pecado; ou em, pela sua providência, preferir a piedade [em lugar do pecado]. Não haveria nenhuma manifestação da graça de Deus ou verdadeira bondade, se não houvesse pecado a ser perdoado, ou miséria a ser revertida. Por mais felicidade que ele concedesse, a sua bondade não seria mais estimada ou admirada...
Assim, o mal é necessário, para felicidade maior da criatura, e a perfeição da manifestação de Deus, para a qual ele fez o mundo; porque a felicidade da criatura consiste no conhecimento de Deus, e no senso de seu amor. E se o conhecimento dele é imperfeito, a alegria da criatura deve ser proporcionalmente imperfeita."


Jonathan Edwards

ISAÍAS 45:7 - Deus é o autor do mal? - Norman Geisler e Thomas Howe

ISAÍAS 45:7 - Deus é o autor do mal? - Norman Geisler e Thomas Howe



"Eu formo a luz e crio as trevas; faço a paz e crio o mal; eu, o SENHOR, faço todas estas coisas". (Isaías 45.7)

PROBLEMA: De acordo com este versículo, Deus forma a luz e cria as trevas, faz a paz e cria o mal (ver também Jr 18.11 e Lm 3.38; Am 3.6). Mas muitos outros textos das Escrituras nos informam que Deus não é mau (1Jo 1.5), que ele não pode nem mesmo ver o mal (Hc 1.13), nem pode ser tentado pelo mal (Tg 1.13).

SOLUÇÃO: A Bíblia é clara ao dizer que Deus é moralmente perfeito (ver Dt32.4; Mt 5:48), e que lhe é impossível pecar (Hb 6.18). Ao mesmo tempo, sua absoluta justiça exige que ele puna o pecado. Este juízo assume ambas as formas: temporal e eterna (Mt 25:41; Ap 20.11-15).
Na Sua forma temporal, a execução da justiça de Deus às vezes é chamada de "mal", porque parece ser um mal aos que estão sujeitos a ela (ver Hb12.11). Entretanto, a palavra hebraica correspondente a mal (rá) empregada no texto nem sempre tem o sentido moral. De fato, contexto mostra que ela deveria ser traduzida como "calamidade" ou "desgraça", como algumas versões o fazem (por exemplo a Bíblia de Jerusalém). Assim, se diz que Deus é o autor do "mal" neste sentido, mas não no sentido moral - pelo menos não da forma direta.
Além disso, há um sentido indireto no qual Deus é o autor do mal em seu sentido moral. Deus criou seres morais com livre escolha, e a livre escolha é a origem do mal de ordem moral no universo. Assim, em última instância Deus é responsável por fazer criaturas morais, que são responsáveis pelo mal da ordem moral. Deus tornou o mal possível ao criar criaturas livres, mas estas em sua liberdade fizeram com que o mal se tornasse real. É claro que a possibilidade do mal (isto é, a livre escolha) é em si mesma uma boa coisa.

Portanto, Deus criou apenas boas coisas, uma das quais foi o poder da livre escolha, e as criaturas morais é que produziram o mal. Entretanto, Deus é o autor de um universo moral, e neste sentido indireto, ele, em última instância, é o autor da possibilidade do mal. É claro, Deus apenas permitiu o mal, jamais o promoveu, e por fim irá produzir um bem maior através dele (ver Gn 50.20; Ap 21-22).

A relação de Deus com o mal pode ser resumida da seguinte maneira:

DEUS NÃO É O AUTOR DO MAL:
- No sentido do pecado
- Mal de ordem moral
- Perversidade
- Diretamente
- Concretização do mal

DEUS É O AUTOR DO MAL:
- No sentido de calamidade
- Mal de ordem não moral
- Pragas
- Indiretamente
- Possibilidade do mal

Fonte: Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia - Norman Geisler & Thomas Howe

Deus é o autor do mal? - Mario Persona

Deus é o autor do mal? - Mario Persona

Deus é o autor do mal? - Mario Persona

A palavra "mal" na versão Almeida é "ra" no original hebraico, e tem o significado de tristeza, miséria, adversidade, aflição, mas nunca significa "pecado". Deus cria o mal, ou seja, Ele traz miséria, aflição ou tristeza quando assim julga necessário para cumprir os seus justos desígnios. O mal que Deus terá que trazer sobre o pecador que não crê em Cristo é um exemplo disto.

Um juiz que é justo ao condenar um transgressor trará, evidente, mal à vida do transgressor, prendendo‑o numa cadeia por um determinado tempo. A justiça inclui a aplicação de uma pena ao transgressor. Por esta razão Deus trouxe o dilúvio sobre a terra, eliminando aqueles que estavam cansados de receber um testemunho acerca do Deus verdadeiro mas teimavam em viver em iniquidade e idolatria. (leia Gênesis 6.1‑8). Ao longo de todo o Antigo Testamento você encontrará Deus julgando os homens por meio de catástrofes ou por guerras.

(Romanos 9.6‑33) ‑ Aqui vemos a soberania de Deus e que Sua vontade está acima de tudo. Nem sempre seremos capazes de compreender a Sua vontade, mas podemos ter certeza de que é a melhor. Em Êx 4.19, Deus diz a Moisés: "eu SEI, porém, que o rei do Egito não vos deixará ir". Aqui Deus sabia o que havia no coração de Faraó. No primeiro encontro, em Êx 5, Faraó diz "Quem é o Senhor?" e "Não conheço o Senhor", não deixando o povo ir. O coração do homem é igual, pois Moisés diz em 6.12: "Eis que os filhos de Israel me não têm ouvido; como pois me ouvirá Faraó?", ou seja, o homem é inimigo de Deus em qualquer lado que esteja. Mas Deus tinha o propósito de salvar aquele povo e condenar o Egito.

Assim é a graça de Deus. Ambos os povos eram pecadores culpados e não queriam escutar a voz do Senhor, portanto Ele podia simplesmente esquecê‑los e destiná‑los ao juízo. Mas Deus, na Sua graça, queria salvar um povo e escolheu os israelitas para serem este povo. Alguns perguntariam: "Por que Ele não salvou os dois povos?", mas eu pergunto "Por que Ele, ainda assim, salvou os israelitas, uma vez que estes eram tão indignos quanto os egípcios?" A resposta é que Ele quis salvar. Se há duas pessoas se afogando e alguém que passa na beira do rio escolhe salvar uma, não podemos dizer que ele seja culpado da morte da outra pessoa. Ele poderia muito bem não ter se arriscado e deixar que as duas morressem. Ele não tinha nada a ver com a falta de juízo daqueles que tinham escolhido nadar em águas profundas. Mas se ele, ainda assim, salva uma, deve ser reconhecido por seu feito.

Mas creio que Faraó ainda podia se converter, pois Deus estava Se revelando a Ele. (Lembre‑se do que aconteceu em Nínive, quando Jonas pregou e, ao contrário do que Jonas esperava, o rei e toda a cidade se arrependeram.) Assim, é somente no capítulo 7.3 que Deus vai endurecer o coração de Faraó, acabando assim suas chances de se converter.

Provérbios 16.4 ‑ Este é o mesmo caso de Faraó. Deus o criou, sabendo que ele seria tão ímpio quanto qualquer outro israelita. Mas Deus criou a ambos, que nasceram ímpios por causa do pecado e não de Deus, e decidiu salvar o ímpio israelita, permanecendo o ímpio Faraó na condenação e ainda servindo de instrumento para que Deus concluísse os Seus desígnios. Mas em tudo isso Deus permanece justo. João 1.3 mostra que Cristo e que sem Ele nada do que foi feito se fez, portanto isto inclui tudo. Você foi criado por Deus, por intermédio de Cristo, assim como eu. E nós, embora tenhamos sido salvos pela fé em Jesus, nascemos tão ímpios quanto Faraó ou o mais vil assassino que exista na penitenciária. Se Deus justifica o ímpio (Rm 4.5) que crê e condena o ímpio que permanece nos seus pecados, não podemos dizer que Deus é injusto em condenar o segundo ou mesmo de utilizá‑lo para cumprir Seus justos desígnios. Mas podemos louvá‑lo por salvar o primeiro, ou seja, o ímpio que crê em Jesus.

Fonte: Mario Persona - respondi.com.br